O Botafogo enviou para a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) um ofício pedindo a interdição imediata do gramado do Engenhão pelas próximas duas semanas. A alegação é que o estado do gramado em função do acúmulo de jogos coloca em risco a integridade física dos atletas. A CBF vai se pronunciar sobre o pedido nesta quarta, mas antes mesmo disso, a medida ganhou o apoio do técnico do clube, Oswaldo de Oliveira. Apesar de dizer que seus jogadores não costumam reclamar, o comandante concordou ao dizer que existe uma concentração muito grande de partidas, o que deixa o campo longe do ideal.
Gramado do Engenhão ficou desgastado com acúmulo de jogos (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
Oswaldo lembrou que nas últimas três rodadas aconteceram sete jogos no estádio. Com isso, todos os times saem perdendo e, segundo o treinador, o Botafogo é o principal deles por ter uma equipe técnica.
- Isso prejudica a nossa equipe, que gosta de jogar com a bola no chão. Precisamos contar com um bom gramado para o jogo flur. Se existe um número ideal ele deve ser seguido. Se acontecem mais jogos, acaba danificando - afirmou.
Oswaldo lembrou que perto do fim da temporada, quando as competições entrarem na reta final e as disputas se tornarem intensas, o gramado ruim pode ser decisivo.
- Isso deve ser levado em conta. Existe uma concentração grande de jogos. Vez ou outra ocorre também algum evento. Fica difícil manter a qualidade - afirmou.
Pelo Brasileiro, o Botafogo só volta a jogar no estádio no próximo dia 8 de agosto, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Este seria o único jogo a ser realizado no período de interdição pedido pelo clube. Se a solicitação for acatada, a CBF mudará os locais de Flamengo x Atlético-MG, no próximo sábado; Flamengo x Náutico, no dia 11 de agosto; Fluminense x São Paulo, no dia 9 de agosto; e Fluminense x Palmeiras, no dia 12 de agosto.