Primeiro tempo monótono mantém placar inalterado
Faltou movimentação e animação. Com Seedorf, o Botafogo entrou em campo contra um Sport Recife sob pressão, pois o Bahia havia vencido a Ponte Preta no Moisés Lucarelli e deixado os pernambucanos na zona de rebaixamento. Mesmo assim, os rubro-negros não se abalaram e jogaram um futebol dentro de sua estratégia: fechados e saindo no contra-ataque.
Ao Glorioso, faltava movimentação. O ataque era pego constantemente em posição irregular e não conseguia furar o bloqueio adversário. No melhor lance, Magrão saiu em falso e quase Cidinho conseguiu completar para o gol, mas a bola se perdeu na linha de fundo.
Enquanto isso, os visitantes encaixavam bem as suas jogadas, explorando a velocidade. Hugo, sozinho no meio-campo, se sobressaia dos demais e conseguia dar conta da criação de jogadas. Ele e Rithely, de fora da área, chegaram muito perto de inaugurar o marcador.
As oportunidades tidas pelos dois atletas da equipe pernambucana assustaram Jefferson e a pequena torcida alvinegra que compareceu ao Engenhão e vaiou os botafoguenses na descida para o vestiário. Partida fraca, mónotona, sonolenta, com um adversário em situação delicada, mas melhor postado dentro de campo.
Segunda etapa com gols, mas mesmo ritmo fraco
Na volta do intervalo, parecia que as duas equipes fariam uma segunda etapa mais emocionante. De fato foi, mas o jogo passou longe de atingir a emoção esperada pelos primeiros minutos do segundo tempo.
O Botafogo foi quem começou chegando à frente, através de um chute de Cidinho que obrigou Magrão a espalmar pela linha de fundo. Depois, a resposta pernambucana, com dois lances de grande perigo. O primeiro foi de Felipe Azevedo, que fez jogada individual e obrigou Jefferson a fazer grande defesa com os pés; e o segundo foi de Marquinhos Gabriel, o qual arriscou de primeira e ameaçou a meta do goleiro alvinegro.
Passadas essas três ocasiões, tudo voltou à estaca zero, como estava no primeiro tempo. Ritmo fraco, sonolento e irritante. Principalmente para a torcida botafoguense, que se mostrou claramente insatisfeita com a pífia exibição do time e de Renato, que foi substituído sob vaias.
Coincidência ou não, logo depois que o camisa 8 deixou o campo, o Glorioso conseguiu abrir o placar com Elkeson. O atacante improvisado recebeu livre de marcação na área, teve tempo de marcar no peito, pensar e concluir forte no canto.
Dez minutos depois, aos 77, a justiça de fato foi feita. Seedorf, sozinho como foi durante todo o confronto desta noite, tratou de ampliar. O holandês roubou a bola no campo de ataque, avançou, levantou a cabeça, como de costume não achou ninguém livre e soltou uma bomba rasteira na entrada da área: 2 a 0.
Com a boa margem construída no marcador, o Botafogo foi quem recuou e tratou de administrar o resultado. Seedorf deixou o gramado antes do apito final e recebeu os aplausos. Os outros jogadores também, apesar da fraca atuação, de maneira geral. Hoje, palmas mesmo só para o holandês.