terça-feira, 7 de agosto de 2012

Seedorf pede apoio a Rafael Marques e condena gritos por Loco Abreu

O Botafogo volta ao Engenhão nesta quarta-feira depois de dois jogos fora do Rio de Janeiro em busca de um relacionamento mais estreito e positivo com a torcida. Capitaneado pelo gol em cobrança de falta de Seedorf, o time conseguiu vencer por 2 a 1 o Atlético-GO, no Serra Dourada, onde contou com o apoio irrestrito dos alvinegros, maioria no estádio, mesmo jogando fora de casa, no último sábado.

Agora, Seedorf espera ver o mesmo apoio no Engenhão, onde o time tem sofrido com vaias dos torcedores, principalmente por ter perdido dois dos três jogos que disputou no estádio desde a chegada do holandês. Com 23 pontos, o Botafogo está em sétimo lugar na classificação do Brasileiro.

- Desde que cheguei vejo uma evolução positiva do time, mas a gente precisa dos torcerdores. Sem eles não há como alcançar os objetivos. Tem jogador precisando muito de apoio, como o Rafael Marques, por exemplo, que também é novo no grupo. Vejo torcedores gritando o nome do Loco Abreu, que foi importante, mas não está mais aqui e nem vai voltar agora. Quem precisa de apoio é quem vai ficar até o fim do ano. Estou convencido de que amanhã vai virar essa coisa e apoiarão o Rafael, que começará a sentir esse calor. Não só ele, mas todos - afirmou Seedorf.

Nos dois últimos jogos em que atuou, nas vitórias sobre Figueirense e Atlético-GO, Seedorf se preocupou em convocar todo o grupo para ir em direção aos torcedores agradecer ao apoio. Uma prática comum para ele na Europa não só nas vitórias e que espera conseguir trazer para o Botafogo, ajudando a aumentar a integração entre time e torcida.

- A torcida paga para entrar e durante o jogo está junto com a gente. O resultado não pode influenciar você agradecer ou não. Isso é uma troca. Eles pagam para vir ao jogo e nos apoiar. O time sempre quer o melhor, mas não vence em todas. Independentemente disso, tem que agradecer. Isso ajuda a aumentar o respeito do time para o torcedor e vice-versa - comentou Seedorf.

Como exemplo da relação entre time e torcida, o holandês citou o Liverpool. Apesar de jamais ter atuado em clubes ingleses, teve a experiência como adversário na final da Liga dos Campeões de 2005, quando houve um empate em 3 a 3 e os ingleses saíram de campo com o título nas cobranças de pênaltis depois de estarem perdendo por 3 a 0.

- Que loucura fez a torcida do Liverpool, apoiando e ganhando o jogo nos pênaltis. É muito frequente esse tipo de atitutde. Eles agradecem sempre depois do jogo aos torcedores. É algo muito importante - explicou Seedorf.