segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Bahia 2 x 0 Botafogo: Futebol convincente garante vitória tranquila

Fahel - Bahia

Felipe Oliveira/AGIF/Gazeta Press

Ao empatar em 1 x 1 com o Atlético Goianiense, em Salvador, o Bahia encerou o primeiro turno do Brasileirão 2012 na 16ª colocação, com apenas 17 pontos. O jogo marcou a queda do treinador Caio Júnior e a consequente chegada de Jorginho.

Sob nova direção, a equipe baiana agora possui a melhor campanha do returno, ao lado do Fluminense e, com a vitória por 2 x 0 sobre o Botafogo, chegou aos 34 pontos, na 11ª colocação.

Já o Botafogo estaciona nos 40 pontos e, em 7º lugar, fica mais longe da vaga para a Libertadores.

Recordar é viver com Fahel

O Tricolor, superior ao longo de toda a partida, iniciou o jogo explorando seu lado direito de ataque com Neto e o atacante Elias, que saía bastante da área. Pelo lado do Botafogo, Lodeiro era o jogador mais incisivo, porém, a equipe carioca, sentindo falta de um homem de referência, falhava na hora do arremate.

Aos 18, de tanto insistir, Neto acertou cruzamento decisivo. Cobrando escanteio, o lateral levantou no primeiro pau e Fahel, da mesma maneira que fazia nos tempos de Botafogo, antecipou a marcação e fez o desvio fatal.

Após o gol, o Bahia, confiando na velocidade de seus meias, passou a jogar no contra-ataque. O alvinegro não conseguia ameaçar de modo que os principais lances de perigo foram dos donos da casa.

As duas melhores oportunidades do Tricolor, contudo, morreram em Zé Roberto. Primeiro, aos 34, o meia cruzou forte demais para Elias, livre na área. Dois minutos depois, ele, com Gabriel pedindo no meio, preferiu bater de longe para tranquila defesa de Jefferson.

No último minuto, o time da Estrela Solitária ainda teve ótima chance. Andrezinho tabelou com Lodeiro, mas o passe que encontraria Elkeson na frente do gol vazio saiu forte e foi para fora.

Seguro, Bahia amplia

Na volta do intervalo, Jorginho lançou Lulinha no lugar de Zé Roberto. A mexida, além de trazer mais velocidade à equipe, deixou o lateral Lucas preso na marcação do ex-corinthiano.

Sem uma de suas principais armas ofensivas, ainda mais importante devido ao mau futebol apresentado por Seedorf, o Botafogo passou 45 minutos de angústia. A equipe precisava ir à frente, mas não concatenava nenhuma jogada de perigo.

Seguro de si, o Bahia saía em contra-ataque com frequência cada vez maior. Aos 16, Elias acelerou pela direita e serviu Lulinha na área. O atacante tocou para a aproximação de Gabriel que, de chapa, mandou para fora.

Oswaldo Oliveira, desesperado, sacou Jadson para a entrada de Vitor Júnior. A saída do volante deixou o Botafogo ainda mais exposto e Kléberson quase marcou lindo gol, aos 36. Jefferson saiu nos pés de Elias, mas, na sobra, o pentacampeão tentou encobrir o goleiro que se esticou todo para mandar a bola para escanteio.

Aos 41, porém, Jefferson não pôde fazer nada. Helder foi lançado no lado direito da área, passou pelo goleiro e tocou para o gol vazio, coroando a grande atuação do Tricolor da Boa Terra que, longe da degola, já pode se dar ao luxo de sonhar com voos mais altos.