quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fluminense se caracteriza pela calma para vencer, mesmo sob pressão

LANCEPRESS! - 04/10/2012 - 07:00 Rio de Janeiro (RJ)

Fluminense x Corinthians - Campeonato Brasileiro - Diego Cavalieri (Foto: Ricardo Ramos)
Diego Cavalieri é o símbolo da frieza do Fluminense (Foto: Ricardo Ramos)

Frio e calculista. Forte poder de decisão. Acostumado a trabalhar sob pressão. Todas essas qualidades se encaixam no time do Fluminense, praticamente imbatível neste Brasileiro. Ao logo das 27 rodadas do campeonato, o Flu se especializou em segurar o ímpeto dos rivais e deixar o campo com três pontos.

Exemplos não faltam para mostrar a frieza do time tricolor, derrotado apenas duas vezes. A começar pelo último Fla-Flu, no qual o Tricolor saiu na frente ainda no primeiro tempo e teve sangue frio para segurar a pressão do rival, com direito a pênalti defendido por Diego Cavalieri, um verdadeiro homem de gelo sob as traves.

Contra o Náutico, no Aflitos, e Portuguesa, no Canindé, mesmo sob pressão o Flu controlou a partida e definiu a vitória no momento certo, em contra-ataques mortais. O zagueiro Gum, outro exemplo de sangue frio, explicou qual a estratégia que o líder do Brasileiro tem adotado nas partidas:

– Muitos falaram, por exemplo, que o Flamengo jogou melhor, mas o Fluminense tem jogado com muito discernimento. Entramos forte, fizemos gol no início e adotamos uma postura que se tivéssemos aproveitado um pouquinho mais poderíamos ter feito mais gols e matado a partida. Agora o Fluminense tem jogado assim – afirmou.

Responsável por algumas vitórias suadas, o capitão e artilheiro do time, Fred, também tem a receita:

– Já somos experientes. Disputamos vários Brasileirões. A partir de agora, vai ser importante continuar dessa forma e ter os pés no chão em todos os jogos – disse.

Com essa tranquilidade, vai ser muito difícil derreter essa geleira e tirar pontos do Fluminense.

Mescla entre experientes e jovens

Para suportar momentos de dificuldade no Campeonato Brasileiro, o Fluminense tem se baseado em uma mescla interessante no elenco: jogadores experientes e vencedores com atletas jovens, porém, já acostumados a situações decisivas.

Se por um lado o Tricolor tem no grupo o volante Edinho, o meia Deco e o atacante Fred, por outro também tem o zagueiro Digão, o lateral-direito Wallace e o meia-atacante Wellington Nem, por exemplo.

Muitos dos jogadores recém-promovidos das categorias de base do Flu já conquistaram títulos ou disputaram finais. Casos do meia Higor e do atacante Marcos Júnior, que foram vice na Copinha de 2012.

Flu e Fla não contam com psicólogo no staff

Ao contrário de Botafogo e Vasco, Fluminense e Flamengo não contam com o trabalho de psicólogos junto ao elenco principal. No fim de 2010, o então técnico Muricy Ramalho declarou que a presença de um profissional dessa área seria muito importante para evitar momentos de nervosismo.

No Vasco, a coordenadora psicológica é Maria Helena Rodriguez, que tem mais de 20 anos de serviços prestados ao clube de São Januário. Lá, ela passou a trabalhar com o time principal em 2009, ano da disputa da Série B, após solicitação de Rodrigo Caetano, hoje diretor executivo de futebol do Fluminense.

A psicóloga do elenco principal Botafogo é Maíra Ruas desde 2008. Mas ela chegou ao clube de General Severiano dois anos antes, para trabalhar com as categorias de base. Maíra se tornou profissional do Alvinegro depois de ser convidada pelo presidente Maurício Assumpção e pelo então técnico Ney Franco.

Até o início do ano passado, o Flamengo tinha em seu staff o psicólogo Paulo Ribeiro. Ele chegou para trabalhar na Gávea ainda em 1990. Porém, Paulo Ribeiro saiu do clube após a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo.