Bolívar diz que Andrezinho é seu braço direito no
Rio (Foto: Fernando Soutello / AGIF)
Quando foi contratado pelo Internacional em 2003, Bolívar ainda atuava como lateral-direito. Revelado pelo Guarani, de Venâncio Aires, ele também já havia defendido Grêmio, Brasil de Pelotas e Joinville-SC. Com o passar do tempo, ele foi se readaptando até mudar de uma vez por todas de posição em 2006, sob o comando de Abel Braga, hoje técnico do Fluminense.
Contratado pelo Botafogo, Bolívar tem 32 anos e agradece ao treinador, agora rival, pela mudança, que resultou em uma série de conquistas importantes em sua carreira e uma transferência para o Monaco, da França, onde atuou por dois anos. Consagrado no Internacional, espera repetir o sucesso.
- O Muricy era o técnico e atuava como lateral. Em alguns treinamentos, ele me escalava como zagueiro ou então atuando como um lateral na Europa, que não passa do meio do campo. Mas quem me efetivou como zagueiro foi o Abel. Ele disse que eu renderia muito mais assim. Devo muito a ele, por quem tenho admiração e carinho muito grandes, pois deu resultado - afirmou Bolívar.
Apesar do apelido consagrado, o zagueiro se chama Fabián Guedes e recebeu a alcunha do seu primeito técnico no Guarani de Venâncio Aires. Chicão havia sido companheiro de seu pai, que se chamava realmente Bolívar, na Inter de Limeira.
- Tenho pagar 10% do meu salário todo mês ao meu pai por usar o nome dele. O Chicão me disse na época que como Fabián não iria vingar, mas que como Bolívar daria resultado - contou o zagueiro do Botafogo.
Pela primeira vez atuando em outra região do Brasil, Bolívar acredita em uma rápida adaptação ao futebol e à vida no Rio de Janeiro. Seu companheiro no Internacional, o meia Andrezinho vem servindo de cicerone nos primeiros dias do zagueiro no Botafogo.
- Para procurar apartamento, andar de carro, o Andrezinho tem sido meu braço direito. Em campo, já enfrentei a maioria do pessoal aqui e a adaptação vai ser cada vez mais rápida. Fui acolhido muito bem pelos funcionários do clube - disse Bolívar.