Gabriel Andrezo - 20/01/2013 - 08:08 Rio de Janeiro (RJ)
Este domingo é um dia especial para todo botafoguense. Há exatos 30 anos morreu Mané Garrincha, a Alegria do Povo, maior ídolo da história do Glorioso. E para impulsionar o time na temporada, nada melhor do que honrar a Estrela Solitária inspirado nos dribles do Mané na estreia no Campeonato Carioca contra o Duque de Caxias, às 19h30, no Engenhão.
Se os torcedores vão estar ligados no duelo para iniciar a batalha por títulos, a saudade de Garrincha vai perpetuar nos corações alvinegros. Oriundo do distrito de Pau Grande, em Magé, Região Metropolitana do Rio, o eterno camisa 7 estreou pelo Botafogo antes dos 20 anos e escreveu uma bela história, capaz de inspirar qualquer jogador atual, inclusive o próprio Seedorf, que não estará em campo hoje, mas certamente sabe o que o Mané representa para o futebol brasileiro.
Quem acompanhou a carreira do craque não vê ninguém o superando na atualidade. O jornalista Roberto Porto acredita que nem o atual melhor jogador do mundo pode ser comparado ao Gênio das Pernas Tortas:
– O Mané era um fenômeno, sem sombra de dúvida. Não dá para compará-lo como nenhum outro, nem com o Messi, até porque são posições diferentes e não sei como ele se comportaria na ponta-direita. Lá, o Garrincha foi insuperável e chegou até a mudar de posição durante na Copa do Mundo de 1962. Posso dizer que nunca vi, nem verei, um jogador como Garrincha.
Hoje não é dia de tristeza e lamentações. Mesmo que seja o aniversário de morte de um ídolo, nada melhor do que um jogo para celebrar tudo que ele deixou na História. Nada será apagado. O tempo passou, mas Garrincha continua eternizado. E o melhor presente que o time pode dar à torcida é a vitória.