Nesta passagem pelo Carnaval, nas discussões sobre futebol, ninguém poderá dizer que falta ao Botafogo o quesito ousadia. No embalo do mestre Seedorf, a virada alvinegra contagiou, agitou a galera. O time que desfila sem volantes e com dois meias-atacantes segue caminhando bem até a Apoteose.
Preocupado com a evolução do conjunto alvinegro, Oswaldo de Oliveira trocou a lentidão das marchinhas por um ritmo mais acelerado nas últimas rodadas. Nesta quinta-feira, era esperado que a fórmula de sucesso daria certo de cara mais uma vez, mas a melodia atravessou no primeiro tempo. O componente Cidinho não se encontrou no batuque ofensivo e derrubou os companheiros.
Fora do tom, Fellype Gabriel deixou a função de volante para tentar ajudar na criação e abriu espaços para os adversários. No entanto, Oswaldo conseguiu acertar a agremiação de General Severiano ao trocar o único volante, Marcelo Mattos, lesionado, para a entrada do lateral-esquerdo Julio Cesar no meio de campo. Assim, todo mundo voltou do intervalo cantando na mesma voz, sem medo dos buracos na equipe.
Bem articulado como um mestre-sala, o Glorioso envolveu o rival e colocou ele para dançar. Preciso com a bola nos pés, Seedorf mostrou que não é todo gringo que nasce sem ginga e deu show na bela passarela do Engenhão.
No fim das contas, o Fogão, cada vez mais líder e invicto, empolgou. Se o jogo fosse na Marques de Sapucaí, a nota seria 10, nota 10.
Este post foi publicado sexta-feira, fevereiro 8th, 2013 às 10:19 na categoria Sem categoria.