André Bahia durante treino do Botafogo nesta
semana (Foto: Marcio Alves/Globo)
Um é natural do Suriname, mas naturalizado holandês e fala fluentemente o português. O outro é brasileiro, com muita facilidade para falar o idioma do país europeu devido aos sete anos que morou em Roterdã, Holanda. Mesmo com a semelhança das línguas, Seedorf e André Bahia nunca conversaram no idioma nativo do craque nascido no Suriname.
De acordo com o zagueiro do Botafogo, o motivo da ausência de uma conversa mais sofisticada não é pela falta de entrosamento dos dois fora de campo, mas sim pela qualidade de Seedorf com o idioma falado no Brasil.
- O cara fala tão bem o português que não tenho necessidade de falar em holandês com ele – explicou André, que admitiu a facilidade com a língua holandesa.
- Posso dizer que sim, eu me viro bem. Morei sete anos lá, então sei como me comunicar – completou.
Uma das curiosas explicações para ambos jamais terem conversado em holandês é a dificuldade que Seedorf, que é fluente em diversos idiomas, encontra com a sua língua nativa.
- É um idioma muito difícil, assim como o português. Nem eu mesmo falo mais com tanta frequência e facilidade – confessou Seedorf, que garante ser muito mais fácil se comunicar em inglês.
Independentemente do idioma adotado, os dois esperam falar a mesma língua quando entrarem em campo na partida deste sábado contra o Quissamã e ajudar o Botafogo a conquistar os seus primeiros três pontos na Taça Rio.
* Colaborou Raphael Bózeo, estagiário