Alexandre Braz, Vinícius Perazzini e Walace Borges - 12/03/2013 - 08:05 Rio de Janeiro (RJ)
Um guerreiro indestrutível. Assim pode ser considerado o volante Marcelo Mattos. Em conversa com a reportagem do LANCE!, o camisa 5 revelou que perdeu parte das férias e lutou com todas as forças para voltar ao campo de batalha, ou melhor, de futebol.
Simpático e calmo fora dos gramados, Mattos se transforma quando o assunto é futebol. Emocionado, o volante garante que voltou a se sentir realizado por ter superado lesões no púbis, que o afastaram do Botafogo em parte do ano passado:
– A coisa mais gostosa da minha vida é jogar futebol profissional. Estava muito triste por não poder fazer isso no ano passado. Fiz de tudo para dar a volta por cima, até trabalhando durante as férias. Viajei para os Estados Unidos, visitei Miami e Las Vegas, mas nunca esqueci o horário reservado para trabalhar nas academias dos hotéis. São algumas coisas que têm de abrir mão. Mas valeu a pena, eu tinha certeza de que o bicho ia pegar.
Marcelo Mattos também se mostrou muito grato com o apoio que recebeu dos companheiros e da família. O jogador aproveitou para falar do companheirismo do filho, Marcelo Antônio, de cinco anos, que o acompanhou durante a entrevista.
– Ele sempre esteve junto de mim durante todos estes problemas. Quando fazia tratamento com gelo ou água quente, ele queria fazer também (risos). Às vezes, era complicado, alguns dias nem o via em casa. Mas ele foi muito companheiro – garantiu o emocionado volante alvinegro ao lado do filho.
Há três meses, Marcelo Mattos só desejava voltar a jogar futebol e agora é campeão da Taça Guanabara. Hoje, o Botafogo além de ter um excelente volante de volta, ganhou um guerreiro incansável.
Bate-bola exclusivo com Marcelo Mattos, volante do Botafogo
O Botafogo jogou contra o Vasco com Dória e Gabriel, dois meninos. Como foi esta situação?
Acho que é muito importante ter jogadores da base no elenco. O presidente está de parabéns pela construção do CT da base. Isso resulta em coisas excelentes.
O Botafogo joga sem centroavante. O que isso muda no trabalho do volante?
É toda hora um ajudando o outro. Não existe aquele responsável por fazer os gols. Todo mundo tem que ajudar. O Bolívar fez os gols dele e o Seedorf também. O Rafael (Marques), bastante criticado, entrou e ajudou a gente. Não fez gols, mas ajudou bastante taticamente.
Qual é o objetivo do Botafogo na Taça Rio?
Vamos lutar para vencer. Claro que esse título nos deu aquela aliviada, mas é só até quarta-feira. Aí a gente já tem que pensar na próxima partida, contra o Quissamã, e buscar mais um objetivo.
Depois do título, Marcelo Mattos fala com exclusividade a L!TV