O grupo que conta com a empresa de Eike Batista ficou mais perto nesta segunda-feira de ganhar a concessão do Complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro concluiu a segunda fase da licitação e deu a maior nota das análises analisadas as propostas econômicas e técnicas ao "Consórcio Maracanã", formado por Odebrecht Participações e Investimentos S.A., IMX Venues e Arena S.A (de Eike) e AEG Administração de Estádios do Brasil LTDA: 98,26 pontos.
O outro grupo na disputa é o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" - composto por Construtora OAS S.A., Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited -, que ganhou 94,4624 pontos da Comissão Especial de Licitação. Os resultados serão publicados terça no Diário Oficial do Rio de Janeiro.
No último dia 16 de abril, a comissão apresentou os valores das propostas dos dois consórcios. A oferta que conta com a empresa de Eike foi R$ 26,4 milhões superior à do concorrente (R$ 181,5 milhões contra R$ 155,1 milhões, ambos divididos em 33 parcelas).
O nome do vencedor pode ser conhecido no dia 9 de maio, às 10h, quando acontecerá a abertura da documentação de habilitação da licitante classificada em primeiro lugar. Somente após o julgamento dos documentos e esgotada a fase de recursos, será anunciado o nome do consórcio que tomará conta do Maracanã pelos próximos 35 anos.
De acordo com o edital, a proposta técnica tem 60% do valor da nota, enquanto a econômica vale 40%. Os quesitos usados para pontuar a proposta técnica são: a) experiência em gestão e operação de estádios de futebol, de alta capacidade (até 25 pontos); b) experiência em gestão e operação de arenas multiuso (até até 20 pontos); c) experiência em gestão e operação de complexos integrados de entretenimento que contenham, ao menos, quatro dos seguintes equipamentos dentro de uma mesma área comum e adjacente: (i) estádio de capacidade mínima de 20.000 pessoas, (ii) arena multiuso ou casa de shows com capacidade mínima para 5.000 pessoas, (iii) museu com área mínima de 2.000 metros quadrados, (iv) estacionamento com no mínimo 2.000 vagas, e (v) bares e restaurantes situados fora das instalações do estádio e da arena (até 20 pontos); d) experiência em comercialização de áreas e assentos premium, isto é, camarotes, frisas e assentos especiais com serviços exclusivos (até 20 pontos); e) apresentação de proposta que demonstre a compreensão dos desafios do Empreendimento e as soluções contempladas para o melhor atendimento do “Plano de Execução” (até 15 pontos).