terça-feira, 7 de maio de 2013

Ao som de Emílio Santiago, Oswaldo vê título como final feliz de novela

Oswaldo de Oliveira Botafogo campeão carioca 2013 (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Oswaldo de Oliveira e o final feliz da novela
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Aos 62 anos, Oswaldo de Oliveira é um saudosista nas suas palavras e lembranças de um Rio de Janeiro diferente do que vive hoje. Músicas, textos e novelas povoam o seu imaginário. Técnico do Botafogo, campeão carioca, ele viveu o início, o meio e o fim de uma conquista que carrega o peso de sua paixão pelo futebol e pela cidade onde nasceu e cresceu.

O cenário e o protagonista (Rafael Marques) da conquista do título terminaram como uma típica novela brasileira. Para Oswaldo, não havia roteiro melhor para a vitória de 1 a  0 sobre o Fluminense, domingo, em Volta Redonda, na conquista de seu primeiro título após o retorno ao Brasil.

- Foi maravilhoso. Todos estão felizes. O final foi do jeito que a gente queria, de novela, com o mocinho casando com a mocinha e vivendo felizes para sempre. Eu sonhava ganhar um título com um gol do Rafael, até para minha satisfação pessoal. Foi um período duro para nós e principalmente para ele - comentou Oswaldo.

Com um arquivo de mais de 19 mil músicas em seu carro e 18 mil no telefone, Oswaldo normalmente recorre às mais antigas. O momento atual, ele acredita, pode ser refletido na música "40 Anos", composta por Altay Veloso e Paulo César Feital, interpretada por Emílio Santiago (ouça acima).

Eu sonhava ganhar um título com um gol do Rafael (Marques), até para minha satisfação pessoal"

Oswaldo de Oliveira

- Normalmente, coloco no "random" (aleatório) e me surpreendo com as músicas. Algumas já ouvi mais de 500 vezes, desde os anos 60. Hoje em dia, tenho ouvido muito Altay Veloso, uma música chamada "40 Anos" na voz maravilhosa do saudoso Emílio Santiago - contou Oswaldo.

Sua leitura tem sido dinâmica, e as plataformas virtuais facilitam a sua vida corrida. Preocupado com o futuro do país, após morar no Japão entre 2007 e 2011, Oswaldo diz que as crônicas de Arnaldo Jabor são sua fonte principal de consulta.

- Tenho lido tanto as crônicas antigas quanto as contemporâneas e me preocupa a grande transição social, política e econômica que estou acompanhando de perto. Procuro ler mais sobre isso - disse.