quarta-feira, 8 de maio de 2013

Após trocar o saquê pelo chopp, Oswaldo narra gol do título carioca

Após a tempestade, a calmaria. Assim foi este início de temporada para o técnico Oswaldo de Oliveira no Botafogo. O título carioca conquistado pelo Alvinegro em 2013 trouxe mudanças inclusive na forma de comemorar do comandante. Após a conquista de nove títulos no Japão, enfim Oswaldo pôde um bom chopp no Rio de Janeiro para comemorar a medalha.

- Fiquei cinco anos no Japão comemorando (títulos) com saquê, e ontem (domingo) tomei meu chope. Tô feliz da vida - destacou o treinador no "É Gol!!!".

Responsável por levar o atacante Rafael Marques para o Botafogo, o técnico também foi hostilizado pela torcida quando a fase do atacante não era nada boa. Hoje responsável pelo gol que marcou o título estadual, na vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o Fluminense, Rafael Marques ganhou até uma narração especial, com Oswaldo de Oliveira soltando a voz no "É Gol!!!".

Rafael Marques gol Botafogo jogo Fluminense final (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Rafael Marques comemora com Seedorf e Dória o
gol na final (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

- O gol do Rafael (Marques) contra o Fluminense (foi o mais bonito). Ali é a afirmação, a confirmação, e acima de tudo a ratificação, do jogador e da equipe - disse Oswaldo, que ainda deu ao repórter do SporTV a opção quanto ao modo como narrar: à lá "Waldir Amaral ou Jorge Cury?", disse ele, citando dois dos maiores locutores do país nas décadas de 70 e 80.

Acompanhe também no vídeo a narração do treinador do Botafogo no gol que decretou o vigésimo título do clube da estrela solitária.

- Na cobrança do escanteio pela direita, atenção, correu o Lodeiro, picou a defesa do Fluminense, caiu nos pés de Lucas, encheu o pé, sobrou pra Rafael, atenção, colocou no canto é goooool. Gol do Botafogo, Rafael Marques…

Apesar de escolher o gol decisivo como o mais bonito, Oswaldo lembrou que a partida mais importante foi a da final da Taça Guanabara, contra o Vasco, quando o Botafogo venceu por 1 a 0, enquanto o rival tinha a vantagem de jogar pelo empate.

- Ele foi o (jogo) mais representativo, porque o Vasco precisava só do empate, e nós precisávamos fazer o gol. E lá para 35 (minutos) do segundo tempo, aquela batalha, vai dando o desespero, e eu estava me preparando para fazer uma substituição de emergência, e a gente conseguiu fazer o gol. No momento do gol do Lucas achei que íamos conquistar o título.

Outro jogo com o Vasco, este já na Taça Rio, também marcou o técnico alvinegro, que preferiu não usar a expressão "nó tático" para definir o triunfo por 3 a 0 no clássico.

- Prefiro não falar em nó tático, porque se fosse contra eu também não ia gostar. No clássico contra o Vasco, em Volta Redonda, quando a gente não pôde contar com o Seedorf, que tinha sido expulso, a tendência era que eu colocasse outro meia, e optei por colocar o Bruno (Mendes) e puxar o Rafael (Marques) para a função do Seedorf, e foi muito bem. Fizemos dois jogos com essa formação e os dois jogos vencemos por 3 a 0, sem dar a menor chance para os adversários - concluiu.

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