Engenhão está interditado desde o dia 26 de
março (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)
As atitudes recentes da Prefeitura do Rio em relação ao Engenhão não mudaram o panorama sombrio no qual se encontra o Botafogo. A interdição do estádio mexeu com os cofres do clube e o silêncio ainda segue como protagonista da novela sobre o relatório com a solução para o problema da cobertura, prometido para o dia 30 deste mês, de acordo com o decreto publicado quarta-feira no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.
Três engenheiros foram designados para o processo. A reportagem do GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com Sebastião Arthur Lopes de Andrade, da PUC. No entanto, Carlos Dantas de Campos, da Secretaria Municipal de Obras (SMO) e Nelson Szilard Galgoul, dono da NSG Engenharia, foram encontrados, mas informaram a orientação de que estavam proibidos de falar sobre o assunto.
O Botafogo soube da criação da comissão apenas na noite de terça-feira. Esses engenheiros vão analisar os laudos existentes sobre o Engenhão, principalmente o da empresa alemã Schlaich, Bergermann und Partner (SBP), que interditou o estádio, para determinar o que fazer. Não há visitas programadas ao local.
A criação da comissão não tirou do ar o pessimismo no Botafogo sobre a necessidade de o Engenhão ficar fechado pelo menos um ano, o que aumentaria o prejuízo do clube. A Prefeitura aproveitaria o período para fazer as obras necessárias também para as Olimpíadas de 2016.
A RioUrbe também mantém o silêncio sobre a situação do Engenhão e, desde a entrevista concedida um dia depois da interdição, que aconteceu no dia 26 de março, o órgão não se posicionou novamente sobre o caso. A previsão é de que só volte a se manifestar depois da divulgação do relatório pedido pelo prefeito Eduardo Paes.
Enquanto aguarda uma solução sobre o Engenhão, o Botafogo vai jogar em Volta Redonda, dia 22, contra o CRB, pela segunda fase da Copa do Brasil. Para a disputa do Campeonato Brasileiro, o clube já conseguiu uma autorização da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para jogar fora de sua jurisdição.