sábado, 30 de março de 2013

Bolívar convoca a torcida de Volta Redonda e prega respeito ao Vasco

Bolivar, Vasco x Botafogo (Foto: Celso Pupo/Agência Estado)Bolivar em ação contra o Vasco
(Foto: Celso Pupo/Agência Estado)

Com a interdição do Engenhão, o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, passou a ser a casa do Botafogo no clássico com o Vasco, na próxima quarta-feira. O local não tem feito parte do cotidiano do clube de General Severiano, que não atua na cidade desde o final de 2011, quando o Glorioso empatou em 1 x 1 com o Fluminense, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Sabedor que não adianta lamentar a ausência do Engenhão, o zagueiro Bolívar torce para que os torcedores alvinegros da região de Volta Redonda possam comparecer em grande número e incentivar o time a vencer o seu rival.

- Claro que o torcedor deve estar chateado. É complicado, pois a gente sabe que o Engenhão é casa do Botafogo, mas é legal para que não tem oportunidade de vir aos jogos no Rio ter a de ir para Volta Redonda e nos acompanhar. Esperamos que eles possam ir lá e nos incentivar – pediu Bolívar.

Experiente no futebol e acostumado a viver algumas situações adversas, o general alvinegro diz saber que o mau momento vivido pelo time Cruz-Maltino só faz com que a partida fique mais perigosa para o Glorioso.

- Se torna um jogo muito perigoso, pois o Vasco precisa da vitória para classificar. Nós sabemos como é jogar contra equipes que vêm de resultados negativos. Temos que respeitar porque eles vão se desdobrar - afirmou Bolívar.

Vasco e Botafogo se enfrentam na próxima quarta-feira, às 19h30m, no estádio Raulino de Oliveira, pela quarta rodada da Taça Rio.



Confiante no time, Seedorf diz não se importar em ficar fora do clássico

Seedorf botafogo coletiva (Foto: Fred Huber )Seedorf levou o vermelho na partida
contra o Madureira (Foto: Fred Huber )

Expulso contra o Madureira, Seedorf teria que cumprir a suspensão automática contra o Friburguense, na última quinta-feira, mas o adiantamento do jogo fará com que o camisa 10 fique ausente do clássico com o Vasco, quarta-feira, em Volta Redonda. O que poderia ser motivo de revolta, no entanto, foi encarado com tranquilidade pelo  camisa 10 do Botafogo. O holandês minimizou sua importância e disse que o time está bem e pronto para vencer sem ele.

Seedorf, porém, lembrou que o Vasco está em situação bastante complicada no Grupo A e estará desesperado por uma vitória. A equipe cruz-maltina está em penúltimo lugar com apenas um ponto em três rodadas.

- Não (incomoda a sua ausência). O Botafogo está muito bem e não depende do Seedorf. O grupo está funcionando. Eu sozinho não posso fazer nada. O Vasco tem muita motivação para este jogo, mas acredito que podemos ir bem.

Sobre a situação do Vasco, Seedorf afirmou que é complicado fazer uma previsão se o rival ainda tem condições de se classificar para semifinal.

- Temos que olhar jogo por jogo. O Vasco está em situação difícil, então não podemos relaxar.
O Botafogo é o segundo colocado do grupo com seis pontos em dois jogos. O Volta Redonda tem nove pontos, mas já jogou três partidas.



Para jornalista, Brasileiro de pontos corridos acabou com 'São Caetanos'

No dia 29 de março de 2003, há exatos dez anos, o Guarani venceu o Vasco por 4 a 2, no Brinco de Ouro, e o Atlético-PR bateu o Grêmio por 2 a 0 na Arena da Baixada. Foram as duas primeiras partidas do Campeonato Brasileiro daquele ano, o primeiro disputado no sistema de pontos corridos, com turno e returno. Para o correspondente da BBC na América do Sul, Tim Vickery, a principal mudança nesta década foi a ausência de grandes zebras. O jornalista inglês citou o São Caetano (vice em 2000 e em 2001) como exemplo e afirmou que o torneio está mais previsível.

- Hoje em dia, seria impensável um time com média de público tão pequena disputar o título. Não gera renda suficiente, nem com a bilheteria nem com o direito de transmissão das partidas. No ano passado, tirando o Palmeiras, os 11 primeiros eram os tradicionais de Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. Uma zebra de lugar nenhum, um São Caetano, é impossível. Em um campeonato de longo prazo, você precisa de um elenco muito maior - afirmou o jornalista, no .

Fluminense Brasileirão 2012 (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)Fluminense posa com a taça do Brasileirão na festa da CBF (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)

O São Caetano, citado por Tim Vickery, disputou o Brasileiro nos pontos corridos entre 2003 e 2006. Caiu para a Série B e não voltou mais para a primeira divisão. Na sua opinião, com 38 partidas para todos, os clubes mais tradicionais levam vantagem para captar dinheiro e, assim, outros estão perdendo espaço constantemente.

- O Atlético-PR ganhou o Campeonato Brasileiro de 2001. Eu assisti a uma palestra na época. O Atlético tinha ambição de se tornar o maior clube da América do Sul. Fez uma boa campanha, em 2004, logo no início desse sistema. Depois de dez anos, as mudanças foram assimiladas. Hoje é difícil imaginar o Atlético-PR campeão brasileiro. Ficou muito mais difícil. Neste formato, é mais fácil para os 12 tradicionais conquistarem patrocinadores. A distância entre eles e os outros está aumentando.

O Furacão foi vice-campeão em 2004 e disputou a Série A até 2011. Depois de uma temporada na Segundona, está de volta em 2013. Desde a adoção dos pontos corridos, foram campeões: São Paulo (três vezes), Corinthians, Fluminense (duas vezes cada), Cruzeiro, Santos e Flamengo. Para o comentarista André Loffredo, a tendência é a concentração de títulos continuar.

- Um time com uma torcida menor, de um centro financeiro menor, tem mais dificuldade hoje em dia. Nos pontos corridos, é muito difícil surpreender, é quase impossível.

Apesar disso, o comentarista acredita que a fórmula se tornou a preferida dos torcedores brasileiros.

- Eu diria que o campeonato caiu no gosto do torcedor. Acho que o torcedor se acostumou ao fato de não ter finais. Muitas vezes, o campeonato não premia a melhor equipe, e sim a mais regular. No ano passado, o Fluminense talvez não tenha sido o melhor time, não venceu o Atlético-MG nem o Grêmio. Mas foi o mais regular, com certeza, porque somou mais pontos. Não se pode questionar o mérito de um campeão nos pontos corridos.

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)


Em casa, Zagallo explica acidente: 'O sacode foi forte, mas está tudo bem'

Zagallo coletiva (Foto: Ag. Estado)Zagallo já está em casa se recuperando do susto
após o acidente perto de casa (Foto: Ag. Estado)

Tetracampeão com a Seleção Brasileira, Zagallo afirmou que o acidente de carro sofrido na noite da última quinta-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, lhe rendeu apenas pequenas escoriações e não passou de um susto. Já em casa, o Velho Lobo ficou cerca de duas horas em um hospital próximo ao local e foi liberado após exames que não constataram nenhuma lesão no rosto e no pulmão.

- Graças a Deus não aconteceu nada de grave comigo. O carro, tudo bem, é só um dano material e está no seguro. Um cara me fechou, eu bati no meio-fio e acertei um poste. Dei sorte, não houve problema e o atendimento dos bombeiros foi rapidíssimo. Fizeram tomografia, viram quadril, até eletrocardiograma e estou bem, sem danos físicos. O sacode foi forte, mas está tudo bem. Por volta de 1h30m já estava indo para casa - revelou Zagallo, em contato por telefone com o GLOBOESPORTE.COM.

Segundo o ex-treinador, de 81 anos, não houve sequer a necessidade de curativos. Mas um osso acima de seu nariz e a área abaixo de seu olho direito ainda doem. Zagallo dirigia um Honda City na cor prata, que já foi para oficina. Parte da frente está amassada.

Ele deixou a casa de seu filho, no mesmo bairro, após um jantar e seguia para casa. 



Seedorf critica juiz e diz que não falou 'palhaçada': 'Tenho minha história'

Nesta sexta-feira, Seedorf resolveu dar sua versão sobre a expulsão na partida contra o Madureira, vencida pelo Botafogo por 2 a 1, no último domingo (assista à reportagem sobre o episódio no vídeo ao lado). Por 20 minutos, o craque holandês falou ininterruptamente sobre o lance e se defendeu. O camisa 10 alvinegro afirmou que não ofendeu o árbitro Philip Bennett e se mostrou contrariado com tamanha repercussão do caso. Ele foi denunciado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) e corre o risco de pegar até 12 partidas de suspensão.

Seedorf disse que sentiu desrespeitado pelo árbitro. Ele acredita que seu histórico de bom comportamento poderia ter sido levado em conta na ocasião.

- Eu durmo bem, como bem, estou relaxado. Parece até que aconteceu um desastre natural com muitas mortes. O que aconteceu foi uma situação de jogo. Estou assustado com a repercussão. Uma decepção pela pouca sensibilidade. Em toda minha carreira, mais de 900 jogos, dificilmente fui punido por falar mal com o árbitro. Significa que sei falar com o juiz com respeito. Sei o papel deles no jogo. Eu em nenhum momento fiz pressão. Durante os 90 minutos fui correto. Viram minha ação como um crime. Sei que não estou acima da lei, e sempre a respeitei. Mas sou diferente sim, tenho um currículo. Tenho respeito pelo juiz, e ele não teve consideração pela minha carreira. Tenho minha história, e ela vale. Já fui substituído várias vezes, em todas saí pelo "portão grande". Faz parte do entretenimento. Eu era o jogador que tinha decidido o jogo. Os torcedores também queriam o contato.

Seedorf botafogo coletiva (Foto: Marcelo Cortes / Agência Estado)Seedorf falou por  20 minutos sem ser interrompido (Foto: Marcelo Cortes / Agência Estado)

Na súmula, Philip Bennett relatou que Seedorf teria falado que ele "estava de palhaçada". O jogador negou e acredita que ele pode ter se confundido com as palavras de algum jogador do Madureira. O craque holandês lembrou que não por acaso conquistou durante sua carreira o título de embaixador do Fair Play pela Uefa e que não precisa fazer cera retardando o andamento do jogo.

Se quero perder tempo, vou fazer com a bola no pé"

Seedorf

- Essa palavra "palhaçada" eu não usei, mas não acho que seria uma ofensa pessoal. Talvez os jogadores do Madureira tenham falado e ele pensou que tivesse sido eu. Sou embaixador do Fair Play da Uefa, sei da minha responsabilidade. Por que não vou respeitar o juiz? E não é dizer que todo mundo é igual. Se quero perder tempo, vou fazer com a bola no pé. Essa é a minha maneira, assim como fiz contra o Vasco.

Ao descrever o lance que originou sua expulsão, Seedorf disse que não entendeu o motivo de o árbitro ter dito para ele sair, já que não seria o substituído por André Bahia. O meia disse que discordou do juiz sobre o local que ele teria que deixar o gramado e que a pressão dos atletas do Madureira surtiu efeito.

- Falaram que eu estava querendo perder tempo, que fui indisciplinado. Vou explicar. Estava tentando organizar o time, como sempre faço. Vi o Cidinho sair, mas não vi ninguém entrar. Não sabia que eu tinha que sair. Senão não tinha esse problema. Perguntei o motivo de ele me mandar sair, não tinha entendido. Não vi meu número. Dois jogadores estavam falando na cabeça dele. Toda minha carreira consegui ter um diálogo com o árbitro. Quando me deu o amarelo, falei que eu já tinha sido punido, então agora vou sair por onde eu quero. E fui correndo. Quando saí que soube que ele deu o vermelho.

Seedorf se revoltou com a postura dos jogadores do Madureira, que comemoraram a sua expulsão (assista no vídeo abaixo à entrevista com Gabriel, o principal incentivador do cartão vermelho do holandês), e com a omissão dos outros integrantes da arbitragem, que não avisaram o juiz sobre o equívoco da substituição.

 - Incrível o que disse o companheiro do Madureira, que comemorou minha expulsão. Ele e outros quatro tinham me pedido a camisa. Acho que a expulsão foi por causa dos jogadores do Madureira, porque eu não falei nada. Aí os outros árbitros não ajudaram, como fizeram corretamente na hora que eu estava impedido - lance do pênalti anulado.  Queria saber o motivo de não terem voltado atrás. Não era eu quem teria que sair. Se criou uma situação para nada.

Por fim, o camisa 10 alvinegro lamentou a impressão ruim que o futebol brasileiro pode ter causado fora do país por causa deste lance. Ele espera que este episódio possa servir de exemplo daqui para frente.
 

O que os jogadores do Madureira fizeram foi ridículo, de mau gosto"

Seedorf

- Todos estão olhando para o Brasil, que tem um grande potencial. Por uma coisa pequena se criou tudo isso, uma notícia negativa para o mundo inteiro ver. Não precisava. Mas aconteceu. Espero que esta situação possa ao menos melhorar o futebol brasileiro. Que os jogadores principalmente não façam o que os do Madureira fizeram. Foi ridículo, de mau gosto. Amanhã eles poderiam estar aqui conosco.

Suspenso no clássico com o Vasco, na próxima quarta-feira, em Volta Redonda, Seedorf só fica à disposição novamente na partida do dia 7 de abril, contra o Olaria.



Bolt, Felipão, Autuori, Oswaldo... Veja as Frases da Semana e vote!

Um técnico mostra humildade, outro está confiante, e mais um tenta acalmar a estrela do time. Um dirigente tenta impedir a demolição de um prédio importante para seu esporte, o homem mais rápido do mundo não pensa em correr e um jogador comemora vitória com tática estranha. Veja as Frases da Semana e escolha a sua favorita. O resultado será divulgado na segunda-feira, às 10h (de Brasília).

Clique aqui para votar na Frase da Semana

O primeiro candidato é o novo técnico do Vasco, Paulo Autuori. O treinador, em sua apresentação, mostrou humildade e satisfeito por comandar a equipe de São Januário.

- Hoje eu estou entrando em uma situação diferente. Senti dentro de mim que não sou nada diante da grandiosidade, da tradição e da história deste clube.

Paulo Autuori jogo Vasco Olaria (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Paulo Autuori: 'não sou nada perto da tradição do Vasco' (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

O segundo nome na lista é o treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari. Em participação no programa "Esquenta", da TV Globo, segurando um microfone cravejado de brilhantes, o técnico pediu apoio da torcida e prometeu a conquista da Copa do Mundo de 2014.

- Vou aproveitar o programa e pedir a todos vocês esse mesmo embalo, esse mesmo espírito já na Copa das Confederações e, depois, no Mundial. A gente vai ser hexa, pode acreditar.

Outro treinador também concorre: Oswaldo de Oliveira, do Botafogo. Após a confusa expulsão de Seedorf, no duelo contra o Madureira, o técnico tentou acalmar o holandês e sussurrou em seu ouvido:

- Calma que ele vai voltar atrás.

Já na partida entre Linense e União Barbarense, a confusão foi protagonizada pelos jogadores do time de Santa Bárbara d'Oeste. Dois jogadores voltaram a campo, depois do intervalo, o número 5. O falso camisa 5, Brito, garante que a estratégia, para atrasar o reinício do jogo, funcionou.

- Acabou servindo de arma, a gente sabia que contra a Linense, valia todo tipo de malandragem para dar uma segurada. A gente estava usando todas as artimanhas, porque sabia que eles colocariam mais um atacante, iriam empurrar. A gente conseguiu, foi uma estratégia e, graças a Deus, deu certo.

União Barbarense, duas camisa 5 em campo (Foto: Reprodução SporTV)União Barbarense teve dois jogadores com a camisa 5 contra a Linense (Foto: Reprodução SporTV)

O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, protestou contra a provável demolição do Parque Aquático Júlio Delamare. O dirigente citou que o local é importante para o treinamentos de atletas e para projetos sociais.

- Isso é um absurdo e não querem que eu critique. Eu tenho que criticar, é meu dever. O parque aquático vai ser destruído para quê? Para fazer um estacionamento para o futebol, para o pessoal do futebol não andar mais 10, mais 20 metros.

Encerrando a lista, está uma provável estrela das Olimpíadas de 2016. Em visita ao Rio de Janeiro, o velocista Usain Bolt, dono de seis medalhas de ouro e dois recordes mundiais, não quer pensar em atletismo durante a passagem pelo Brasil.

- Uma das coisas que todo mundo sabe do Brasil é das praias. Todos sabem das praias e, claro, das mulheres nas praias.

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Usain bolt coletiva (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Animado, Usain Bolt quer conhecer as praias do Rio (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)



sexta-feira, 29 de março de 2013

Naming rights: Bota trabalha para manter interessados no Engenhão

A diretoria do Botafogo anda muito preocupada com a situação financeira do clube, principalmente após a interdição do Engenhão para jogos de futebol, até que seja resolvido o problema com a cobertura, que está sob risco de desabar em caso de ventos acima de 63 km por hora. Além de não poder contar no seu orçamento com a renda dos jogos, receitas de bares e restaurantes, contratos de locação, como filmagens e eventos corporativos e ações de marketing, o clube ainda tem que resolver situações como contratos em vigor com patrocinadores, camarotes já vendidos e a manutenção do estádio, que gera uma despesa de, aproximadamente, R$ 500 mil mensais.

Mas o que mais aflige os mandatários alvinegros é a questão dos naming rights do estádio. Na última semana, após quatro anos de negociações com possíveis interessados, o Botafogo abriu tratativas com uma empresa estrangeira e uma brasileira. O acordo estava tão adiantado, que valores já estavam sendo tratados, e as comitivas já planejavam encontros. Com a interdição do local, até segunda ordem, as conversas estão estagnadas, sem prazo para recomeçarem.

estádio Engenhão vazio (Foto: Fred Huber)Diretoria procura empresas para colocarem seus nomes no Engenhão (Foto: Fred Huber)

Agora, todos no clube se mexem para tentar convencer os interessados em recuperar o Engenhão e, para isso acontecer, ajusta o discurso de que um investimento, neste momento, traria um retorno muito grande ao investidor.

- Você pode trabalhar com a empresa para que ela possa participar da recuperação de um estádio olímpico, que será sede das Olimpíadas, no evento esportivo mais importante do mundo. Há um outro lado que você tem que mostrar para a empresa que ela pode ser a construtora de uma nova realidade. Ela pode estar junto e ser parceira do estado do Rio de Janeiro e do seu equipamento mais importante. Espero que eles entendam que isso pode ser uma alavancada para a empresa – explicou o presidente alvinegro, Maurício Assumpção.

Na semana passada, representantes de uma empresa estrangeira, que teve seu nome mantido em sigilo, quase vieram ao Rio de Janeiro para o início das tratativas. Outra reunião estava marcada para semana que vem, em São Paulo, com diretores do Botafogo e representantes de uma empresa brasileira. Em um contato inicial, o clube chegou a pedir R$ 18 milhões pelos naming rights. A empresa brasileira estava disposta a pagar um valor menor.



Confira os resultados de quinta-feira em 16 campeonatos estaduais

28/03/2013 23h38 - Atualizado em 28/03/2013 23h38

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

CAMPEONATO PAULISTA 2013 (PRIMEIRA FASE - 15ª RODADA)
São Bernardo 2 x 2 Atlético Sorocaba CRÔNICA
Santos 2 x 2 Mogi Mirim CRÔNICA / VÍDEO
  Oeste 2 x 2 Guarani CRÔNICA
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CAMPEONATO PAULISTA SÉRIE A3 2013 (PRIMEIRA FASE - 15ª RODADA)
Inter de Limeira 2 x 2 Francana CRÔNICA
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CAMPEONATO CARIOCA 2013 (TAÇA RIO - 3ª RODADA)
Duque de Caxias 1 x 3 Resende CRÔNICA
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CAMPEONATO MINEIRO MÓDULO 2 2013 (PRIMEIRA FASE - 8ª RODADA)
Uberaba 0 x 1 Mamoré CRÔNICA
Uberlândia 1 x 1 Patrocinense CRÔNICA
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CAMPEONATO GAÚCHO 2013 (TAÇA FARROUPILHA - 4ª RODADA)
Caxias 0 x 0 Lajeadense CRÔNICA
Canoas 2 x 0 Santa Cruz-RS  
Grêmio 1 x 2 Cruzeiro-RS CRÔNICA / VÍDEO
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CAMPEONATO GAÚCHO SEGUNDA DIVISÃO 2013 (PRIMEIRO TURNO - 3ª RODADA)
Glória 2 x 1 Aimoré  
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CAMPEONATO PARANAENSE 2013 (SEGUNDO TURNO - 6ª RODADA)
Paraná 1 x 1 Operário-PR CRÔNICA
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CAMPEONATO CATARINENSE 2013 (SEGUNDO TURNO - 5ª RODADA)
Criciúma 8 x 0 Juventus-SC CRÔNICA / VÍDEO
Avaí 2 x 0 Guarani de Palhoça CRÔNICA / VÍDEO
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campeonato cearense 2013 (SEGUNDA FASE - 7ª RODADA)
Tiradentes 3 x 1 Guarany de Sobral CRÔNICA
Fortaleza 1 x 2 Guarani de Juazeiro CRÔNICA
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CAMPEONATO PARAIBANO 2013 (SEGUNDO TURNO - 2ª RODADA)
Campinense 3 x 0 Nacional de Patos CRÔNICA
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campeonato brasiliense 2013 (TAÇA MANÉ GARRINCHA - 2ª RODADA)
Capital 3 x 2 Brazlândia CRÔNICA
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campeonato mato-grossense 2013 (PRIMEIRA FASE - 16ª RODADA)
Cuiabá 2 x 0 Rondonópolis CRÔNICA
Vila Aurora 0 x 2 Cacerense CRÔNICA
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campeonato paraense 2013 (TAÇA ESTADO DO PARÁ - 7ª RODADA)
Paragominas 3 x 2 Tuna Luso  
Remo 1 x 0 Águia CRÔNICA
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Obs: Paragominas, Paysandu, Remo e Tuna Luso estão na semifinal da Taça Estado do Pará.
campeonato maranhense 2013 (PRIMEIRO TURNO - FINAL - JOGO DE IDA)
Bacabal 3 x 3 Imperatriz CRÔNICA
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campeonato acreano 2013 (PRIMEIRA FASE - 10ª RODADA)
Andirá 1 x 5 Juventus-AC CRÔNICA
Rio Branco-AC 1 x 1 Atlético Acreano  
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campeonato rondoniense 2013 (PRIMEIRA FASE - 4ª RODADA)
Vilhena 0 x 0 Ariquemes  
Ji-Paraná 1 x 1 Pimentense CRÔNICA
Espigão 1 x 0 Rolim de Moura CRÔNICA
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Prefeito assina cessão de terreno para centro de treinamento do Bota

Maurício Assumpção Eduardo Paes CT Botafogo (Foto: Divulgação / Botafogo Oficial)Maurício Assumpção e Eduardo Paes na cessão
do CT Botafogo (Foto: Divulgação / Botafogo Oficial)

A prefeitura do Estado do Rio de Janeiro e o Botafogo assinaram o contrato de concessão de um terreno em Vargem Grande, que abrigará o Centro de Treinamento do elenco profissional do clube por 50 anos. A área, de aproximadamente 59 metros quadrados, é uma doação da prefeitura e que tem a Ambev como parceira em 50% da construção. Agora, o clube espera que a cessão seja publica no diário oficial para iniciar as obras.

- Os clubes tem contrapartidas em relação a Prefeitura para receberem esses terrenos. No caso, o Fluminense o prefeito já anunciou, está no diário oficial, o Botafogo já tem o contrato em mãos, assinado pelo prefeito, mas ainda não foi publicado. E o Vasco também já tem contrato assinado. O terreno é no mesmo espaço, mas cada um fica com metade deste terreno. Será cercade 59 mil metros quadrados para cada um - explicou o presidente, Maurício Assumpção, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

O lançamento da pedra fundamental do CT ainda não tem data, diferentemente do nome que será dado ao local, ainda mantido em sigilo.

- No momento oportuno, o lançamento inicial será feito da pedra fundamental porque o Botafogo vai dar ao CT uma homenagem especial. Trata-se de uma pessoa que merece ser homenageada, mas não vou contar quem é. Somente essa pessoa já sabe - disse o misterioso mandatário alvinegro.

Segundo informação do site oficial do clube, o CT abrigará:

Recepção do C.T.

- Estacionamento para um ônibus;
- Estacionamento para 60 carros;
- Bar, sala de imprensa, recepção e banheiros;

Bloco Principal
- Recepção e Central Telefônica;
- Sala de Administração;
- Sala Diretoria e Gerência Geral;
- Auditório (Multiuso);
- Sala de Estatística e Imagem, Depósito;
- Biblioteca e sala de jogos;
- 3 salas para coordenação técnica com vestiário;

Bloco Técnico
- Departamento Médico.
Sala Nutrição, Psicologia e Pedagogia;
Sala Médica;
Enfermaria;
Sala de Fisioterapia;
Sala de Fisiologia e Biomecânica;
Hidromassagem, sauna e repouso;
- Sala de Musculação;
- Vestiário p/ Equipe Principal com ban. Fria e ban. quente;
- Vestiário p/ Equipe Júnior;
- Sala de Manutenção e guarda de equipamentos;
- Depósito (material de limpeza, cama e banho);
- 20 suítes simples para 18 pessoas;
-  4 suítes duplas para 8 pessoas;
-  2 suítes quadruplas para 8 pessoas;

Bloco Secundário
- Vestiários de serviço, masculino e feminino;
- Lavanderia;
- Rouparia;
- Sala auxiliar Material de Treino;
- Deposito para material de escritório e limpeza;
- Deposito de Lixo;
- Sanitários;
- Cozinha Industrial;
- Restaurante para 40 pessoas com Bar;

Área de Atividade Externa
- Piscina para recuperação fisioterápica com 10 m x 15 m x 1,5 m;
- Caixa de Areia para treinamento;
- 3 Campos de grama natural com drenagem profunda e superficial (105m x 68m), traves e redes e marcação;
- Passeios e calcadas, com drenagem superficial e pavimentação em concreto armado;
- Alambrado divisório em toda a volta da área, com mureta de 15 cm de altura para sustentação dos montantes metálicos, para sustentar as telas;



Motivo de interdição, cobertura do Engenhão ganhou prêmio em 2008

Considerada um risco aos espectadores apenas seis anos após sua construção, a cobertura do Engenhão foi vencedora em 2008 de um prêmio concedido pela Construtora Norberto Odebrecht, responsável juntamente com a OAS pela obra do estádio. O projeto de cobertura metálica, que segundo engenheiros da Rio Urbe corre o risco de desabar se submetida a ventos de 63km/h, foi vencedor do Prêmio Destaque, na categoria Geração de Conhecimento.

De acordo com o site da Odebrecht, os maiores motivos de orgulho da obra foram o arrojo do projeto e a conclusão dentro do prazo estabelecido. O Engenhão foi construído para a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. A página da construtora na internet afirma que o prazo remanescente para a montagem da cobertura, com data inadiável para a inauguração, era um grande desafio, "já que os primeiros construtores (Delta) declinaram de suas obrigações depois de transcorrido dois terços desse prazo, erguendo apenas 25% da obra".

A Odebrecht ressalta que quando foi convidada tinha de terminar uma obra complexa num prazo extremamente curto e tendo de trabalhar fora do estádio e não dentro, porque o campo e a pista de atletismo estavam sendo construídas paralelamente. Sancho Montandon, responsável pela colocação da cobertura do Engenhão, fez uma analogia com o futebol para definir o seu orgulho com o trabalho realizado:

- Tínhamos de ganhar com três gols de diferença e estávamos perdendo de 3 a 0 aos 40 minutos do segundo tempo. Precisávamos fazer alguns gols para repor o placar e fazer outros tantos para garantir a vitória.

"E conseguimos", completa o site da construtora.



De volta ao anexo do Engenhão, time recebe aplausos da comissão técnica

treino Botafogo campo anexo (Foto: Fred Huber)Botafogo voltou a treinar no campo
anexo do Engenhão (Foto: Fred Huber)

Depois da liberação para utilizar novamente o campo anexo do Engenhão, o Botafogo voltou a treinar no local na tarde desta quinta-feira. As ausências foram Seedorf, que nesta semana tem feito atividades fora do campo, Lodeiro, dispensado após o desgaste das partidas pela seleção uruguaia, e Andrezinho, que se recupera de um problema no púbis. 

O técnico Oswaldo de Oliveira dividiu os jogadores em dois times com oito de cada lado e colocou mais quatro atletas que ficavam presos nas laterais e participavam das jogadas das duas equipes. O treinamento foi bastante movimentado e cheio de gols. Os jogadores mostraram muito empenho e foram aplaudidos pelos membros da comissão técnica após o apito final. Na parte da manhã, o time já havia feito uma atividade em General Severiano. 

Se o campo anexo e os vestiários foram utilizados, o restante do estádio ficou vazio. A rede do gol ainda está pendurada no local, apesar de não haver previsão para a volta dos jogos ao estádio.

Segundo colocado do Grupo A da Taça Rio com seis pontos (um jogo menos do que o Volta Redonda, que tem nove pontos), o Botafogo enfrenta o Vasco na próxima quarta-feira, no Raulino de Oliveira.

estádio Engenhão vazio (Foto: Fred Huber)Engenhão vazio nesta quinta-feira. Estádio está interditado por tempo indeterminado (Foto: Fred Huber)



Cidinho tem ruptura parcial de ligamento do joelho direito

O exame realizado no meia Cidinho apontou que o jogador tem uma ruptura parcial do ligamento do joelho direito. Ele ficará duas semanas em tratamento e fará um novo exame para saber se o local está estabilizado. Caso contrário, será necessário uma cirurgia no local. O atleta se machucou durante a vitória por 2 a 1 sobre o Madureira.

O outro jogador do Bota que está no departamento médico é o meia Andrezinho, que se recupera de um problema no púbis. O meia não tem feito atividades no campo, apenas na sala de musculação e na piscina.

O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira para fazer o clássico com o Vasco, em Volta Redonda.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Infográfico: veja como a cobertura do Engenhão foi danificada em seis anos

Um erro de cálculo foi o responsável pelo estado de risco em que se encontra a cobertura do Engenhão. Durante a construção, a estrutura foi erguida com escoras de apoio, que foram retiradas na inauguração do estádio. Porém, sem os alicerces, o deslocamento foi 50% maior que o esperado. E a ameaça aumentou. Mais inclinada, a estrutura pode desabar com ventos de 63km/h. Antes, o risco era só com ventos acima de 115km/h. O problema, entretanto, foi percebido desde o início e vem sendo acompanhado por meio de relatórios de projetistas.

O estádio foi inaugurado em julho de 2007 para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. O projeto foi elaborado pelos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes. O consórcio foi vencido pelo Consórcio Odebrecht-OAS, sob fiscalização da Riourbe, da Secretaria de Obras do Município. O período de garantia dado pelas empreiteiras expirou no ano passado.

INFO ENGENHÃO (Foto: arte esporte)



Adiamento do jogo prejudica Seedorf, que cumpre suspensão no clássico

Seedorf expulsão, Madureira x Botafogo (Foto: Alexandre Brum/Agência Estado)Seedorf após a expulsão contra o Madureira
(Foto: Alexandre Brum/Agência Estado)

O adiamento da partida do Botafogo contra o Friburguense, do dia 28 de março para o dia 10 de abril, não foi benéfica para o meia Seedorf, que cumpriria neste duelo a suspensão automática por causa do cartão vermelho recebido contra o Madureira. Com a mudança, o camisa 10 terá que ficar fora do clássico com o Vasco, dia 3, em Volta Redonda.

A expulsão de Seedorf foi cercada de polêmica. O árbitro Philip Georg Bennett relatou na súmula que o holandês disse que ele "estava de palhaçada" e se recusou a sair de campo no local indicado por ele. O diretor executivo de futebol do Bota, Aníbal Rouxinol, e a empresária do atleta, Deborah Martin, conversaram com o camisa 10 e negaram que ele tenha ofendido o juiz.

O Botafogo tem 100% de aproveitamento na Taça Rio, assim como o Volta Redonda. Já o Vasco, que nesta quarta-feira empatou com o Olaria por 0 a 0, somou apenas um ponto em três rodadas.



Projetista da cobertura do Engenhão diz: 'A pressa é inimiga da perfeição'

Flavio D´Alambert engenheiro Engenhão. (Foto: Raphael Zarko)Flavio D'Alambert é o responsável pela cobertura
do Engenhão. (Foto: Raphael Zarko)

O engenheiro Flavio D'Alambert, da empresa Projeto Alpha, é o responsável pela cobertura polêmica que apresentou problemas e provocou a interdição do Engenhão. Chamado para uma reunião na tarde desta quarta-feira na prefeitura do Rio, ele saiu do encontro, com representantes da RioUrbe e do consórcio responsável pela construção do estádio, com a mesma certeza que entrou: o Engenhão é um local seguro para jogos esportivos.

O GLOBOESPORTE.COM encontrou o engenheiro, que também é responsável pelos estádios de Brasília e de Cuiabá da Copa do Mundo de 2014, antes de ele embarcar de volta para São Paulo. Ele não despreza nem duvida do novo estudo realizado pela empresa alemã Schlaich Bergerman und Partner (SBP), que, aliás, também é responsável pela cobertura do Maracanã. Mas confia plenamente na obra entregue para o Pan- Americano de 2007. No entanto, faz uma ressalva a respeito do tempo de execução do projeto que desenvolveu, até então de tecnologia inédita no Brasil.

- A pressa é inimiga da perfeição. Apesar de terem sido tomados todos os cuidados necessários, o ideal era que houvesse um prazo maior para a construção do estádio. O consórcio, quando houve a troca (da Delta para a dupla OAS/Odebrecht), só tinha mais quatro ou cinco meses para entregar - comenta D'Alambert.

INFO ENGENHÃO (Foto: arte esporte)

Confira a entrevista com o engenheiro responsável pela cobertura do Engenhão.

GLOBOESPORTE.COM: Por que houve essa diferença de cálculo entre o que vocês, da Alpha, fizeram e o que foi detectado agora?

É bom frisar que respeito muito a empresa alemã, porém confio muito no cálculo que fizemos e também nos canadenses (empresa RWDI), que são um dos maiores especialistas no assunto em todo o mundo também. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra"

Flavio D'Alambert

Flavio D'Alambert: Nós montamos um modelo teórico. Na prática, fazemos um monitoramento para ver se chega próximo ao estudo do teórico. No caso do Engenhão, a prática ultrapassou de 20% a 30% ao teórico. Mais do que eu e o auditor (a empresa portuguesa Tal, contratada para auditar toda a obra) tínhamos previsto. Os alemães falaram em diferença de 50%, ou seja, 20% ou 30% a mais, porém preciso checar esses cálculos deles. É bom frisar que respeito muito a empresa alemã, porém confio muito no cálculo que fizemos e também nos canadenses (empresa RWDI), que são um dos maiores especialistas no assunto em todo o mundo também. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra.

Houve pressa para entregar a obra em tempo do início dos Jogos Pan-Americanos de 2007?

(Demora para responder) A pressa é inimiga da perfeição. Apesar de terem sido tomados todos os cuidados necessários, o ideal era que houvesse um prazo maior para a construção do estádio. O consórcio, quando houve a troca (da Delta para a dupla OAS/Odebrecht), só tinha mais quatro ou cinco meses para entregar.

Documento Engenhão (Foto: Reprodução)Relatório entregue pela Alpha em agosto de 2007, dois meses após a inauguração, já mostrava oscilações,
consideradas estáveis, que requeriam apenas monitoramento, segundo D'Alambert (Foto: Reprodução)

Vocês observaram algum problema estrutural?

Não, isso não quer dizer que há problema estrutural. O que detecta isso (um problema de estrutura) são vibrações excessivas, deformações que não param. Ou seja, você mede hoje, bate um vento, se aquele ponto estudado está mais baixo, quer dizer que se movimentou. Mas os desníveis observados desde o início (de 20% a 30%) sempre foram estáveis. Isso sempre nos deixou bem tranquilos.

Na prática, qual é a diferença entre o modelo real e o que vocês esperavam?

Algo em torno de 15 a 20 centímetros. No meu cálculo, teria que deformar 70cm, no máximo. Na observação real, chegou a 88cm. Deu uns 18cm de diferença. Mas foi o que disse. A última medição foi feita em janeiro. E sempre permaneceu estável (a estrutura medida, no topo da cobertura). Se alguém mede hoje, depois faz outra medição amanhã, a estrutura pode ir um pouco para cima ou para baixo. O importante é que estabilize de novo. Isso sempre ocorreu.

O material utilizado no Engenhão foi o mais adequado?

Sim, foram os mais adequados possíveis. Foram materiais da Gerdau e da Cosip (Usiminas). Todos materiais brasileiros. Acompanhei a construção, toda semana eu vinha para o Rio. Quando terminou a obra, saí de cena e deixei um documento em que registrei isso tudo.

Foi feito algum reparo naquele momento?

Diante do que ele recebeu, o prefeito deve tomar a posição adequada. Mas eu levaria a minha família tranquilamente para assistir a um jogo"

Flavio D'Alambert

Não, nada. No momento em que se deforma um pouco, não se consegue recuperar mais. Assume uma posição de equilíbrio, não volta mais.

Quando você soube desse novo estudo?

Eles avisaram que iam pedir um novo estudo. Isso faz mais de um ano, e o resultado definitivo foi na semana passada. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra. O que fizemos foi exatamente o que está sendo realizado no Castelão e no Mané Garrincha.

Havia necessidade de interdição?

Documento Engenhão túnel de vento (Foto: Reprodução)Relatório reproduz a simulação realizada com o
estádio num túnel de vento (Foto: Reprodução)

Eu acredito nos meus cálculos e acredito no ensaio que foi feito no Canadá. Segundo esses cálculos, não precisaria ser feito nada, a não ser esse monitoramento que está sendo feito até hoje. Agora, nesse cálculo dos alemães, os níveis de segurança caem mesmo. Ele prevê outro carregamento, outro cenário. Não tenho como dizer qual está certo. Eu confio no cálculo que foi feito no Canadá. Os alemães confiam no deles. Diante do que ele recebeu, o prefeito deve tomar a posição adequada. Mas eu levaria a minha família tranquilamente para assistir a um jogo. No cálculo dos alemães, os níveis de segurança diminuem, mas não haveria colapso. Ou seja, a cobertura não corre risco de cair nem há risco para as pessoas. Não dá para dizer qual velocidade de vento provocaria isso, porque é tudo teórico. O ideal seria fazer medições no local.

O que deve ser feito, segundo a reunião de que você participou nesta quarta?

Eles não sabem ainda, mas devem fazer o que os alemães pedirem.



Juniores: Fla, Flu e Vasco vencem, e Botafogo é derrotado

A terceira rodada da Taça Rio do Carioca de Juniores repetiu a dose e acionou a zebra novamente. Desta vez, o Botafogo foi a vítima e caiu por 3 a 2 para o Friburguense. Já Flamengo, Fluminense e Vasco - que havia tropeçado no fim de semana - venceram seus jogos.

O Alvinegro, no entanto, permanece na zona de classificação do Grupo A para as semifinais, atrás do Nova Iguaçu, que passou pelo Quissamã e manteve os 100% de aproveitamento. Vasco, que bateu o Olaria por 3 a 2, e Madureira também somam seis pontos, mas levam a pior no critério de saldo de gols.

No Grupo B, a dupla Fla-Flu chegou a três vitórias em três rodadas. Os rubro-negros fizeram 4 a 1 no Bangu e assumiram a liderança por causa do saldo de gols. Ultrapassaram os tricolores, que ganharam do Macaé por 2 a 1.

Confira os resultados da terceira rodada:

Audax 3 x 0 Boavista
Olaria 2 x 3 Vasco
Quissamã 1 x 2 Nova Iguaçu
Madureira 1 x 0 Volta Redonda
Bangu 1 x 4 Flamengo
Fluminense 2 x 1 Macaé
Botafogo 2 x 3 Friburguense
Duque de Caxias x Resende (quinta-feira, às 15h30m)

A classificação da Taça Rio:

Grupo A:
1º Nova Iguaçu, 9 pontos
2º Botafogo, 6
3º Vasco, 6
4º Madureira, 6
5º Olaria, 3
6º Volta Redonda, 3
7º Friburguense, 3
8º Quissamã, 0

Grupo B:
1º Flamengo, 9 pontos
2º Fluminense, 9
3º Macaé, 6
4º Bangu, 4
5º Audax, 3
6º Duque de Caxias, 1
7º Resende, 0
8º Boavista, 0

Os jogos da quarta rodada:

Sábado
13h45m - Volta Redonda x Quissamã (Barbará)
13h45m - Nova Iguaçu x Madureira (Laranjão)
15h30m - Flamengo x Audax Rio (Gávea)
15h30m - Fluminense x Boavista (CT Vale Laranjeiras)
15h30m - Vasco x Botafogo (Itaguaí)

Domingo
13h45m - Friburguense x Olaria (Eduardo Guinle)
13h45m - Macaé x Duque de Caxias (Rio Dourado)
15h30m - Resende x Bangu (Municipal de Vassouras)



Curtinha: após adiamento de jogo, Bota programa treino integral

Nesta quinta-feira, o Botafogo enfrentaria o Friburguense pela terceira rodada da Taça Rio, mas, devido a interdição do Engenhão, a partida acabou sendo adiada para o dia 10 de abril. Desta forma, a comissão técnica alvinegra teve que alterar a programação e agendou um treinamento integral esta quinta. De manhã os atletas fazem uma atividade em General Severiano e na parte da tarde no campo anexo do Engenhão, que foi liberado.

Desta forma, o próximo compromisso do Botafogo é o clássico com o Vasco, quarta-feira, dia 3 de abril, em Volta Redonda.



Bruninho e Marcelinho mostram decepção com situação do Engenhão

Construído para a ser a principal instalação dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o Engenhão, batizado originalemente de estádio João Havelange, demorou três anos para ser erguido e custou aproximadamente R$ 380 milhões.

Mas o montante investido não impediu que, passados seis anos, a arena, arrendada por 20 anos ao Botafogo, fosse interditada pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, por falhas estruturais na cobertura. Apesar de frequentarem o estádio apenas na condição de espectadores, os levantadores Marcelinho, do Minas e Bruninho, do Rio de Janeiro, mostraram-se decepcionados com a decisão que precisou ser tomada.

- Vejo com péssimos olhos. É uma vergonha para mim como carioca, como participante do Pan de 2007. Não poderia ter acontecido isso com o Engenhão. E torço para que isso seja resolvido o mais rápido possível. O futebol carioca e o futebol brasileiro precisam de um estádio de grande porte como é o Engenhão e que o Maracanã fique pronto mais rápido possível - falou o vascaíno Marcelinho, em entrevista ao .

Levantador Marcelinho, Vôlei Minas (Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)Para Marcelinho, interdição do Engehão 'é uma vergonha' (Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)

O botafoguense Bruninho também lamentou o ocorrido e pediu para que os governantes tenham mais cuidado para que as próximas intalações a serem construídas e entregues não venham a sofrer os mesmos problemas daqui a algum tempo.

- É triste, ainda mais em um estádio tão novo, seis anos só e já ter um problema. Vai causar prejuízo para o Botafogo, para o futebol carioca. A gente espera que isso possa ser um exemplo para o que for ser construído tanto para a Copa do Mundo de 2014 quanto apara as Olimpíadas de 2016 a gente faça da melhor maneira possível para que daqui a seis anos a gente não tenha problemas como aconteceu com o Engenhão - completou Bruninho.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Jogos de Flu e Botafogo neste meio de semana serão em São Januário

Depois de reunião emergencial na sede da Federação de Futebol do Rio (Ferj) na noite desta terça, o presidente da entidade, Rubens Lopes, anunciou que os dois jogos deste meio de semana do Campeonato Carioca inicialmente marcados para o Engenhão, que foi interditado pela prefeitura por oferecer riscos aos torcedores, serão disputados em São Januário. O Fluminense enfrenta o Macaé nesta quarta, às 19h30m, na Colina. No mesmo local e no mesmo horário, o Botafogo vai encarar o Friburguense, na quinta-feira.

- Tratamos do destino dos jogos do Campeonato Estadual  em função da medida emergencial tomada acertadamente pelo prefeito Eduardo Paes. Definimos os jogos de Fluminense e Botafogo, na quarta e na quinta. Chegamos a um consenso de que essas partidas vão ser mantidas em seus horários e datas. O local onde essas partidas serão realizadas será em São Januário, com a cessão do presidente Roberto Dinamite, que entendeu a necessidade de uma solução rápida e imediata.

Rubens Lopes afirmou que a hipótese de adiar os jogos causaria transtorno a todos os envolvidos na competição. Para decidir com urgência o que fazer com a terceira rodada da Taça Rio, o presidente da Ferj se reuniu com presidentes de três dos quatro grandes clubes - Peter Siemsen não compareceu porque estava em reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense, nas Laranjeiras - na sede da entidade depois do encontro com o prefeito Eduardo Paes.

- Os jogos serão amanhã (quarta) e quinta em respeito aos torcedores que já adquiriram ingresso. Tanto Fluminense e Macaé já estão concentrados, e a desmobilização causaria transtorno. Em função disso, resolvemos manter a partida apenas com a mudança de local.

O presidente da Ferj disse que não há qualquer definição sobre a rodada do fim de semana. Em princípio, haveria dois jogos no Engenhão: o clássico entre Vasco e Botafogo, no domingo, e o confronto entre Fluminense e Boavista, no sábado. A entidade tampouco sabe informar onde serão disputadas as semifinais e finais da Taça Rio.

- Isso ainda não foi conversado. Exige uma discussão mais ampla em função do deslocamento, necessidade, segurança... A prioridade eram os jogos de quarta e quinta. Amanhã (quarta), vamos resolver a rodada do fim de semana. E, daí em diante, já com mais tranquilidade e tempo, vamos escolhendo os estádios que vão abrigar os jogos que já estão marcados.

Devolução do valor do ingresso

De acordo com Rubens Lopes, os clubes devolverão o valor dos ingressos àqueles torcedores que já tiverem comprado seus bilhetes para os jogos desta semana no Engenhão, mas não desejarem ir a São Januário.

- Se  torcedor não quiser ir a São Januário, eu acho que ele tem o direito de receber seu dinheiro de volta. Os clubes não se incomodarão em devolver o valor dos ingressos. Cada clube deverá estabelecer um plano de ação para atender essa demanda.



Em seminário, dirigentes pedem mudanças nos torneios estaduais

RODRIGO CAETANO (Foto: Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com)Rodrigo Caetano participou de evento em São Paulo
(Foto: Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com)

Dirigentes de clubes e o zagueiro Paulo André defenderam alterações nos campeonatos estaduais em seminário sobre o calendário do futebol brasileiro realizado nesta terça-feira, em São Paulo. Nenhum deles se manifestou a favor da extinção desse tipo de torneio, mas o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, propôs um enfraquecimento deles, enquanto o jogador do Corinthians sugeriu que os clubes que disputem qualquer divisão do Campeonato Brasileiro não participem das competições.

A tradição, o gosto das torcidas e a proteção aos clubes menores são os principais fatores para os dirigentes defenderem a continuidade dos estaduais. Porém, todos reconheceram que é preciso fazer mudanças. Os públicos pequenos no Paulista e no Carioca foram apontados como indícios de que as fórmulas deveriam ser alteradas.

O zagueiro Paulo André ressaltou a importância de se ter 30 dias de pré-temporada para que os atletas iniciem o ano em condições ideias. Sua proposta de calendário é simples: um mês do ano de férias e outro de preparação. Nas 44 semanas que restam, jogos em todos os fins de semana, e em metade dos meios de semana, o que totalizaria 66 datas.

– Se passar disso fica inviável. Nessas datas, encaixaríamos os campeonatos mais rentáveis, atraentes e interessantes para o público e os patrocinadores. Em 2010 eu fui ao Sindicato dos Atletas e levei uma carta assinada por todos os jogadores do Corinthians pedindo quatro semanas de preparação. Fizemos essa carta rodar pelos clubes, mas não foi para frente. É necessário reduzir o número de jogos e tem de ser nos estaduais.

O corintiano citou ainda como exemplo o lateral-direito Alessandro, que neste ano decidiu que não atuaria em mais de três partidas consecutivas para se preservar até as fases finais dos campeonatos, e disse que Renato Augusto sofreu uma lesão muscular em seu sexto jogo seguido.

Tenho dificuldade em levar público ao estádio e atrair jogadores de nome para disputar o estadual. Os regionais têm maior potencial financeiro"

Marcelo Guimarães, presidente
do Bahia

Diretor de futebol do Fluminense, Rodrigo Caetano também frisou a importância de se ter um período maior antes do início da temporada. Para ele, a excelente fase do Atlético-MG na Libertadores também se deve à decisão da Federação Mineira de Futebol de adiar em duas semanas o estadual, em relação aos demais do país.

– Temos de levantar a bandeira da necessidade da redução de datas, sobretudo dos estaduais. Temos de levar isso adiante. Para o ano que vem acho que já não é possível alterar, mas podemos nos antecipar em relação ao que podemos mudar para 2015 – disse Caetano.

Os torneios regionais também entraram na pauta, principalmente durante a explanação do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho. Com seu time eliminado precocemente da Copa do Nordeste, foram 40 dias sem futebol, até o retorno ao torneio estadual. O dirigente detonou o Campeonato Baiano, afirmou que o Tricolor sempre pagou para disputá-lo, e pediu o fortalecimento da competição que abrange os clubes dos estados da região.

– Tenho dificuldade em levar público ao estádio e atrair jogadores de nome para disputar o estadual. Os regionais têm maior potencial financeiro para televisões, patrocinadores, paga melhor, gera mais investimento e retorno. É preciso lutar pelo fortalecimento dos regionais e o enfraquecimento dos estaduais, mas talvez não acabar com eles - ponderou Guimarães, que também criticou a passividade dos clubes diante da questão.

– Infelizmente não vejo nenhuma movimentação para isso. Foi ruim a extinção do Clube dos 13, sem entrar no mérito se ele atendia aos clubes ou não, mas era um fórum que tínhamos para debater. Sei que os presidentes dos clubes concordam quando conversamos informalmente, mas não vejo organização. Sou a favor de haver uma liga ou uma associação de clubes.



Interdição do Engenhão faz treino do Botafogo também mudar de local

A interdição do Engenhão, divulgada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, nesta terça-feira, também fará o treinamento do Botafogo desta quarta mudar de local. As atividades marcadas para o estádio foram transferidas para a sede de General Severiano. O horário foi mantido, às 9h.

O Botafogo se prepara para a partida contra o Friburguense, marcado para esta quinta-feira, às 19h30m. O jogo seria realizado no Engenhão, mas o novo local ainda não foi escolhido.



Prefeito diz que risco a torcedores provocou interdição do Engenhão

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, explicou no início da noite desta terça-feira os motivos que o levaram a tomar a decisão de interditar o Engenhão (assista ao vídeo ao lado). Depois de uma conversa com os presidentes de três dos quatro clubes grandes do Rio -  Peter Siemsen, do Fluminense, não chegou em tempo -, Paes admitiu que ainda não encontrou uma solução para o problema e confirmou que o fechamento acontece de maneira imediata. Assim, o estádio já não receberá os jogos entre Fluminense e Macaé, nesta quarta, e Botafogo e Friburguense, nesta quinta. Ainda não há definição se os jogos serão adiados ou transferidos para outro estádio.

Eduardo Paes explicou que o problema da cobertura do Engenhão se arrasta desde a inauguração do estádio, em 2007. Ele diz ter ouvido mais de uma opinião técnica antes de tomar a decisão.

É inadmissível que um estádio inaugurado há tão pouco tempo já tenha de enfrentar essa situação. Só desinterdito com uma solução. Não podemos brincar. Mesmo que demore um ano"

Eduardo Paes

- Fui procurado no fim da semana passada pelo consórcio responsável pela construção do Engenhão. Eles vêm monitorando a situação da cobertura desde o início. Esse monitoramento tem sido feito pelo próprio projetista da cobertura. Já havia tido uma segunda opinião da cobertura. E me informaram que a cobertura tinha problemas estruturais de projeto. Perguntei se esses problemas representavam risco para os torcedores. E a resposta foi "sim", dependendo de determinadas circunstâncias como velocidade do vento e temperatura. Independentemente disso, existia o risco. Não sei dizer a proporção. Diante desse fato, tomei a decisão de interditar o estádio imediatamente até que tivéssemos maiores detalhes para a solução que pode ser dada.

Eduardo Paes (Foto: Fred Huber)Eduardo Paes concede entrevista sobre a
interdição do Engenhão (Foto: Fred Huber)

O prefeito avisou que não há qualquer prazo para a reabertura do estádio. Antes de liberar a volta dos jogos oficiais ao Engenhão, ele vai aguardar uma solução para os problemas da cobertura.

- Não me foi apresentada ainda nenhuma solução, por enquanto só o problema. É inadmissível que um estádio inaugurado há tão pouco tempo já tenha de enfrentar essa situação. Só desinterdito com uma solução. Não podemos brincar. Mesmo que demore um ano. Dificilmente vou trabalhar com gambiarra, espero que a solução seja simples. Mas só quero solução definitiva - afirmou.

O prefeito eximiu de culpa o Botafogo, clube que arrenda o estádio desde 2007. Segundo Eduardo Paes, o problema é do projeto.

- Não há qualquer relação desse risco com a maneira como o Botafogo vem conduzindo o estádio. Pelo contrário, há uma série de problemas que o clube vem resolvendo. É um problema da cobertura, e não da manutenção do Botafogo. Todos saem prejudicados, principalmente o Botafogo. Já amanhã (quarta) não vamos poder realizar nenhum jogo no estádio. Reafirmo aqui, a prioridade absoluta é, em havendo qualquer risco, não permitir que o estádio seja utilizado.

Sem definição sobre rodada de quarta e quinta

Sobre a rodada de amanhã (quarta) e as subsequentes, vou me reunir com os quatro presidentes dos grandes clubes na sede da Ferj para traçar um plano de solução. Vamos sair daqui (prefeitura) direto para  a Federação"

Rubens Lopes

O presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj), Rubens Lopes, afirmou que a decisão sobre os jogos no Engenhão marcados para a rodada deste meio de semana - Fluminense x Macaé, na quarta, e Botafogo x Friburguense, na qunta - será tomada em reunião na sede da entidade na noite desta terça. Depois do encontro com Eduardo Paes na prefeitura, Lopes e os presidentes dos quatro clubes seguiram para a Ferj, onde vão se reunir novamente.

- Sobre a rodada de amanhã (quarta) e as subsequentes, vou me reunir com os quatro presidentes dos grandes clubes na sede da Ferj para traçar um plano de solução. Vamos sair daqui (prefeitura) direto para  a Federação. Vamos procurar o melhor caminho. Existem várias possibilidades. Vamos ver se mudamos de lugar, se adiamos...



Possibilidade de Bota jogar com dois atacantes anima Rafael Marques

Rafael Marques Botafogo gol (Foto: Fabio Castro / Agif)Rafael Marques comemorando seu único gol pelo
Botafogo (Foto: Fabio Castro / Agif)

O técnico Oswaldo de Oliveira acena com a possibilidade de escalar dois atacantes para a partida da próxima quinta-feira, diante do Friburguense. Com a suspensão de Seedorf e as lesões de Andrezinho e Cidinho, o treinador do Botafogo só teria a opção de escalar Lodeiro - dentre os atletas que vêm sendo relacionados com frequência. O problema é que o uruguaio está servindo a seleção de seu país, que nesta terça-feira enfrenta o Chile, em Santiago, às 20h30m – horário de Brasília -, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, e teria menos de 48h de diferença entre um jogo e outro, sem contar o desgaste da viagem.

Caso a opção de poupar Lodeiro seja a escolhida, a chance de o Botafogo atuar com dois atacantes aumenta. Com isso, a entrada de Bruno Mendes seria a mais provável, com Rafael Marques sendo deslocado pelo lado de campo, posição predileta do jogador, e que o faz relembrar um momento importante com a camisa alvinegra.

- Eu me sinto bem nessa posição, meu gol saiu jogando dessa maneira com o Bruno (Mendes) na frente e eu um pouco mais na posição do Seedorf. Independentemente de como for, vamos procurar atuar como estamos fazendo nos últimos jogos – declarou o atacante, que marcou seu primeiro gol contra o Quissamã (4 a 0), na primeira rodada da Taça Rio.

Mesmo admitindo a preferência pela posição, Rafael Marques deixou claro que a decisão de Oswaldo de Oliveira será acatada e respeitada, independente do companheiro de frente.

- A melhor (equipe) é a que o Oswaldo escalar. A gente está aqui para trabalhar e respeitar o que o treinador tem em mente. Se vou jogar com o Bruno (Mendes), Henrique ou o Sassá a gente ainda não sabe – disse.