Quem acompanha o futebol brasileiro já se acostumou à rotina: aos sábados e domingos, os jogos são pelos campeonatos estaduais e pelo Brasileirão. Durante a semana, os times entram em campo para disputar Libertadores, Copa do Brasil e Sul-americana. O calendário apertado deixa pouco tempo para treinos e recuperação de jogadores. Mas tantos compromissos escondem outro problema para os atletas: a adaptação aos diferentes modelos de bolas.
- A diferença entre as bolas é gigantesca, é enorme. Porque a bola quica diferente, ela corre diferente. Cada uma tem uma característica - disse o atacante Rafael Sóbis, do Fluminense.
- Umas bolas são mais leves, outras são um pouco mais pesadas - concordou o volante Paulinho, do Corinthians e da Seleção.
Desculpa de jogador? Argumento válido? Para acabar com a dúvida, o Esporte Espetacular fez uma bateria de testes com as quatro bolas que mais rolaram e que ainda vão rolar no Brasil: a da Libertadores; do Carioca/Paulista; a dos demais estaduais do Brasil (Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina); e a da Copa das Confederações.
Bolas são testadas em instituto de São Paulo
(Foto: João Garschagen/TV Globo)
As bolas foram analisadas por cientistas de um laboratório de São Paulo. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou testes no túnel de vento e com um canhão de ar comprimido. Auxiliados por câmeras de última geração, raios laser e modernos softwares, os pesquisadores avaliaram quais poderiam alcançar maiores distâncias e como a aerodinâmica poderia influenciar no comportamento das redondas.
- A gente está querendo determinar exatamente qual é a mais rápida, qual pode pegar um efeito indesejado e atrapalhar um goleiro, ou até mesmo um jogador que quer chutar a bola em uma direção, mas a bola pode fazer uma curva em outra direção - destacou Gilder Nader, pesquisador do IPT.
Com os resultados em mãos, nossa equipe pintou as bolas e as numerou de 1 a 4. Desta forma, camufladas, foram levadas para que os jogadores profissionais pudessem chutar, defender e, claro, opinar.
- A bola número um é um pouco mais precisa, que você pode direcionar muito bem - opinou o corintiano Paulinho.
- Essa aqui (número 2), acho que é a que balança menos, claro que todas as bolas balançam, né, mas acho que essa aqui é a que balança menos. É a que vem um pouco mais reta na sua trajetória - avaliou o goleiro Jefferson, do Botafogo e da Seleção.
- Dessas quatro aí, achei a 4 um pouquinho mais pesada, um pouquinho diferente das outras - disse o gremista Fernando.
Assista ao vídeo acima e descubra quais são essas bolas.
Esporte Espetacular testa bolas de quatro campeonatos de futebol (Foto: João Garschagen/TV Globo)